Adesivos de parede – Revista Utilità Recreio agosto 29, 2009
Complementando o post sobre adesivos de parede, publicado aqui no blog em dezembro de 2008 (leia aqui), escrevi um pequeno texto sobre o mesmo assunto para a coluna de decoração da Revista Utilità Recreio Online (edição agosto de 2009). Para acessar o texto na íntegra, acesse o site da revista:
Abaixo, segue uma parte da notícia e imagem de divulgação:

É natural observarmos um espaço e sentirmos vontade de mudá-lo. Em muitos casos, não são necessárias grandes alterações, mas simplesmente a adição de um detalhe, um ‘toque pessoal’. Os adesivos de parede são uma excelente opção para ‘humanizar’ o ambiente e traduzir a personalidade do morador. Práticos de usar, eles ganharam mercado e fazem parte da decoração de interiores em residências e estabelecimentos comerciais. Com diversas dimensões, grafismos e cores (sóbrios, divertidos ou delicados), eles podem ser aplicados em qualquer superfície lisa (vidros, espelhos, paredes ou painéis), e, realmente, alteram um ambiente (…) Leia mais…
Quarto infantil abril 3, 2009

Esse projeto para o quarto de uma criança com 5 anos, apesar de atender às necessidades da idade, do universo infantil, propõe-se atemporal e capaz de se adaptar às exigências futuras de um rapaz. Em geral, os projetos para crianças encerram-se no universo dos pequenos, com seus papéis-de-paredes, móveis menores, cores e motivos marcantes, mas cansativas a longo prazo. Tendo em vista que em menos de sete anos esse pequeno rapazinho será um pré-adolescente, longo prazo não se aplica muito nesses casos e o universo infantil de um projeto pode obrigar os pais a trocar todos os móveis e armários, em um pequeno intervalo de tempo. O ideal de um projeto para os pequenos é a versatilidade e a capacidade de se reinventar a cada nova etapa da vida.
Nesse sentido, os móveis possuem como acabamento principal laca branca, madeira tipo peroba mica e vidro jateado 6mm. A ludicidade do quarto ficará por conta dos adesivos de papéis na parede (côco verde na mesa de estudos e pipa na cabeceira da cama), da escolha de um bom tapete e, é claro, da exposição dos brinquedos em nichos e prateleiras. A televisão, um artigo indispensável nesse caso, dispensa a posição de destaque na estante, em um compartimento estritamente dimensionado para tal, e é disposta sobre um prato giratório, faciltando a sua visualização multidirecional. Esse recurso visa adaptar-se à diversidade de modelos e, principalmente, ao advento dos equipamentos em LCD ou plasma.
Por fim, o painel azul, sobre a mesa de estudos, é um grande quadro imantado para desenhos, fotos e registros pessoais. A transformação da parede fica por conta da tinta Suvinil Magic que, aplicada antes da tinta colorida, permite a fixação de magnetos na superfície escolhida!
Muitas cores! O preconceito de uma arquiteta monocromática? janeiro 5, 2009

Sou partidária das cores sóbrias, da economia decorativista ou dos planos monocromáticos que ampliam os cômodos de uma casa e criam o suporte para a sua ambientação adequada. Para mim, a beleza da arquitetura reside em bons traços, na personalidade dos volumes, no jogo entre cheios e vazios… na entrada da luz em um ambiente.
Por outro lado, olhando para Luís Barragán (… mais informações) , de fato, cores ousadas personalizam áreas distintas e ajudam a traduzir os gostos e anseios pessoais. Apesar de algumas tonalidades, conforme identificação dos próprios fabricantes de tintas (suaves, vibrantes, neutros, etc…) adequarem-se melhor ao lazer, outras às residências, ou ainda escritórios e estabelecimentos comerciais, não há regra especial para a escolha das cores. O importante é compreender que as paredes e pisos são o pano-de-fundo para o mobiliário e devem ser pensados como um conjunto maior e harmônico. Na verdade, tenho uma regrinha simples, formatada durante alguns anos de observação: qualidade no acabamento. A preparação adequada da superfície, a regularização correta e minuciosa da parede e uma boa massa (lixa e muita lixa), não apenas facilitam o trabalho de recobrimento, mas embelezam o ambiente e conferem durabilidade à pintura… Afinal, qual seria a diferença entre aquela parede que descascou em poucos anos e a outra que permanece intacta durante o tempo? Umidade, qualidade do material, número de demãos? Tudo isso e, principalmente, acabamento (mão de obra especializada e minúcia na execução).
Aproveitando o tema tintas, confesso que perdi um pouco o preconceito que possuía sobre determinados acabamentos… Continuo não gostando de texturas pesadas, desenhos feitos com espátulas, caiação ou técnicas que parecem ‘artesanais’, denominadas ‘rústicas’. Em minha opinião, envelhecem mais rápido, cansam, acumulam poeira e os reparos são sempre mais difíceis. Indico a tinta texturada, com poucos grânulos e aplicadas em rolos de textura, para empenas laterais de edifícios, muros e garagens devido à rapidez de aplicação e durabilidade. Para o interior, confesso que nunca gostei mesmo…
Mas, como algumas oportunidades surgem para a revisão de determinados valores, há pouco tempo tive uma experiência interessante com uma tinta texturada: a pedido de um cliente, escolhi duas paredes para a aplicação da textura. Apesar da relutância interna, considero essenciais a opinião e os desejos do futuro morador. Optei, então, por uma textura com baixa granulometria, um ‘tom-sobre-tom’ pouco contrastante com as demais paredes e, para a minha felicidade (e dele também), o resultado ficou muito bom e agradável…
Essas são fotos parciais de alguns cômodos ainda em obra, mas a da textura infelizmente não as tenho no momento…
Um abraço,
Andressa















Fotos antes da ampliação 





