Arquiteta Andressa Martinez

arquitetura, design e criação

Design de interiores: projeto de bar julho 23, 2010

 

Nos últimos anos a nossa residência também se tornou uma extensão da área de lazer. Encontros com amigos, churrascos para a família e pequenas festividades tornaram a zona social, o coração da casa. Na direção dessas novas necessidades, os tradicionais balcões dos bares e restaurantes, salvo as devidas proporções, foram incorporados ao ambiente familiar. Chegaram acanhadamente como espaço para bebidas e louças na sala de estar e, aos poucos, ganharam bancos altos, luminárias pendentes, bancada molhada para pequena pia e lavatório.

Mesmo em espaços reduzidos, com pequenas e criativas adaptações também é possível criar o bar social: nichos embutidos na parede, balcões fixos ou móveis para apoio, frigobar acoplado à marcenaria, ilhas centrais em cozinhas ou outras idéias, trazem esse espaço social de forma acolhedora para dentro nosso lar.

No entanto, no momento do projeto é importante atentar para algumas medidas ergonômicas como a altura do bar e os respectivos bancos, o posicionamento correto da iluminação e a área de preparo dos alimentos, a organização funcional do espaço, e é claro, os desejos estéticos.

No projeto acima, o forro em lambri confere um ar rústico ao ambiente, enquanto o desenho da bancada em granito preto e o rodapé em madeira branca suavizam e modernizam a composição. Por sua vez, a luminação indireta e pontual contribui com o toque intimista e acolhedor ao ambiente. 

 

 

Muitas cores! O preconceito de uma arquiteta monocromática? janeiro 5, 2009

Filed under: arquitetura,design,interiores — andressamartinez @ 7:04 pm
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Sou partidária das cores sóbrias, da economia decorativista ou dos planos monocromáticos que ampliam os cômodos de uma casa e criam o suporte para a sua ambientação adequada. Para mim, a beleza da arquitetura reside em bons traços, na personalidade dos volumes, no jogo entre cheios e vazios… na entrada da luz em um ambiente.

Por outro lado, olhando para Luís Barragán (… mais informações, de fato, cores ousadas personalizam áreas distintas e ajudam a traduzir os gostos e anseios pessoais. Apesar de algumas tonalidades, conforme identificação dos próprios fabricantes de tintas (suaves, vibrantes, neutros, etc…) adequarem-se melhor ao lazer, outras às residências, ou ainda escritórios e estabelecimentos comerciais, não há regra especial para a escolha das cores. O importante é compreender que as paredes e pisos são o pano-de-fundo para o mobiliário e devem ser pensados como um conjunto maior e harmônico. Na verdade, tenho uma regrinha simples, formatada durante alguns anos de observação: qualidade no acabamento. A preparação adequada da superfície, a regularização correta e minuciosa da parede e uma boa massa (lixa e muita lixa), não apenas facilitam o trabalho de recobrimento, mas embelezam o ambiente e conferem durabilidade à pintura… Afinal, qual seria a diferença entre aquela parede que descascou em poucos anos e a outra que permanece intacta durante o tempo? Umidade, qualidade do material, número de demãos? Tudo isso e, principalmente, acabamento (mão de obra especializada e minúcia na execução).

Aproveitando o tema tintas, confesso que perdi um pouco o preconceito que possuía sobre determinados acabamentos… Continuo não gostando de texturas pesadas, desenhos feitos com espátulas, caiação ou técnicas que parecem ‘artesanais’, denominadas ‘rústicas’. Em minha opinião, envelhecem mais rápido, cansam, acumulam poeira e os reparos são sempre mais difíceis. Indico a tinta texturada, com poucos grânulos e aplicadas em rolos de textura, para empenas laterais de edifícios, muros e garagens devido à rapidez de aplicação e durabilidade. Para o interior, confesso que nunca gostei mesmo…

Mas, como algumas oportunidades surgem para a revisão de determinados valores, há pouco tempo tive uma experiência interessante com uma tinta texturada: a pedido de um cliente, escolhi duas paredes para a aplicação da textura. Apesar da relutância interna, considero essenciais a opinião e os desejos do futuro morador. Optei, então, por uma textura com baixa granulometria, um ‘tom-sobre-tom’ pouco contrastante com as demais paredes e, para a minha felicidade (e dele também), o resultado ficou muito bom e agradável…

Essas são fotos parciais de alguns cômodos ainda em obra, mas a da textura infelizmente não as tenho no momento…

Um abraço,

Andressa

 

 
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