Arquiteta Andressa Martinez

arquitetura, design e criação

Apresentação de trabalho no 46th IFLA outubro 5, 2009

Entre os dias 21 e 23 de outbro de 2009, apresentarei o trabalho Parque Urbano da Lagoa da Tijuca, no 46th Congresso Internacional da Federação de Arquitetos Paisagistas. Esse projeto foi desenvolvido em 2006 no âmbito do Mestrado no PROURB| FAU- UFRJ, pela equipe composta por mim, arquiteto Frederico Braida e dois estudantes da École Nationale Supérieure d’Architecture de Paris-Belleville (Aurélia Errath e Antoine Demarest), sob supervisão dos professores doutores José Kós e Raquel Tardin.

Trata-se de um plano integrado de estruturação da Lagoa da Tijuca e a criação de um parque, na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro), que trabalha em três niveis de atuação: o sistema hídrico (corredores hídricos), o sistema de espaços verdes (corredores verdes) e edificações do entorno (edifícios-elo). Essas estratégias foram implantadas em estacionamentos de shoppings, condomínios horizontais, condomínio verticais, áreas não consolidadas e favela Rio das Pedras.

Localizado próximo às instalações do futuro Parque Olímpico de 2016, esse projeto de intervenção propõe diretrizes de ocupação e construção para condomínios residenciais, áreas comerciais e outras atividades, ao longo das margens da Lagoa. Certamente, grande parte das questões levantadas durante a análise e elaboração dessas estratégias projetuais englobam a área da vila panamericana e também são válidas para os próximos empreendimentos na região.

Aproveitando a vitória do Rio de Janeiro como sede para as Olimpíadas de 2016, destaco a importância de um projeto de instalações esportivas integrado à paisagem, com o objetivo de conectar visual e físicamente o bairro e as lagoas da região.

Para mais informações sobre o Congresso Internacional 46th IFLA, visite a web do evento.

 

lagoa-tijuca1Fig. 01 | Plano geral de intervenção: corredores verdes, canais hídricos e edifícios elos

lagoa-tijuca2Fig. 02| Estratégias de intervenção para condomínios horizontais

lagoa-tijuca3Fig. 03| Estratégias de intervenção para condomínios verticais

lagoa-tijuca4Fig. 04| Estratégias de intervenção para a margem da Favela Rio das Pedras

 

 

Santa Catarina: onde estão os arquitetos e urbanistas? novembro 27, 2008

Filed under: Uncategorized — andressamartinez @ 9:06 pm
Tags: , , ,

O caso de Santa Catarina relembra a importância dos arquitetos e urbanistas

 

Há algum tempo estava pensando em postar algo sobre a relevância e/ou ausência dos arquitetos e urbanistas no planejamento das cidades brasileiras… Infelizmente, a tragédia das enchentes em Santa Catarina tornou-se um momento oportuno:

É inegável a imprevisibilidade dos fenômenos naturais e o seu poder de destruição, apesar dos avanços tecnológicos e do conhecimento humano. Em episódios como esse, a natureza demonstra toda a sua potência diante da insignificância de nossas cidades; deixa um rastro de perdas e impotência…

E agora, o que fazer? Em meio à perplexidade das perdas humanas, os primeiros esforços se concentram (e realmente devem se concentrar) na comunidade: remoção da população das áreas de risco, criação de alojamentos, entrega de suprimentos, controle de doenças e epidemias, auxílio material e psicológico na tentativa de amenizar, ao menos parcialmente, os estragos causados pelo imprevisto…

Em um segundo momento, começa a reconstrução racional das cidades afetadas. E é justamente nesse ponto (em alguns casos apenas nesse ponto), que os planejadores urbanos entram em cena no reforço de reorganização das cidades. Antes desses casos excepcionais, ocupações irregulares incham as zonas urbanas; áreas de alagadiços são utilizadas para urbanização; encostas e morros são desmatados; reservas ecológicas são desconsideradas. Rios são poluídos pela ausência de redes urbanas adequadas, canais são assoreados e cobertos para aumentar o solo das cidades, espécies vegetais que regulam o micro clima são degradadas e áreas de declive são desordenadamente ocupadas (não apenas por assentamentos irregulares motivados pelo déficit habitacional ou ausência de moradia)…

E nós, profissionais (arquitetos, urbanistas, engenheiros, paisagistas, geógrafos…), ainda estamos lá, estudando planos urbanísticos, zoneamento das cidades, definindo afastamentos e altura dos edifícios, a taxa de ocupação do solo, formatando os limites entre as áreas edificáveis e as zonas de risco… Desenhamos do plano macro ao detalhe de uma calçada ou mobília urbana. Mas ao final, tem-se um planejamento elástico, esgarçado por diversos interesses que descaracterizam ou materializam parcialmente os planos iniciais… São cortes de orçamento, falta de interesse… adição de muitos interesses… 

E, mais uma vez, os profissionais urbanos não são ouvidos e, na falta de importância que a profissão “conquistou” no cotidiano, permanecem sem voz…

No caso de Santa Catarina, o problema não é tão simples ou racional, mas é possível confrontá-lo parcialmente com os benefícios que o arquiteto e urbanista tem a oferecer ao desenvolvimento estruturado das cidades. Eis aí uma oportunidade de reflexão…

 

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.