Que tal morar em um canivete suíço?

 CONTRA A RIGIDEZ FORMAL E A PADRONIZAÇÃO… QUE TAL… HABITAR EM UM CANIVETE SUÍÇO?

 

 

 

A Casa convencional, padronizada, inerte, rígida, inflexível. Território estéril que padroniza, limita e condiciona…. Inadequação: somos obrigados a mudar para outra. Mas, até quando? Quando nossas vidas mudarem mais uma vez e em um ciclo nômade estabelecemo-nos em outro território? Mas, e o território casa? Local simbólico, psicológico que reune nossas memórias? Abrigo, segunda pele, local do individual e coletivo, conjunto de territórios variados? Complexidade superior ao que o seu espaço físico pode comportar…

Mas, como é a casa hoje? O que nos vendem como “moradia”? Se ainda fossem “máquinas de morar” ao menos cumpririam uma função. No entanto, nem funcionalmente se adaptam as necessidades de seus moradores.
Como resposta propõe-se uma casa-conceito, um canivete suíço, mutante, flexível. Capaz de incorporar diferentes realidades, adapta-se às mudanças cotidianas, familiares, climáticas. Casa fechada ou aberta para o exterior, de acordo com a vontade de seus ocupantes. Unidade semelhante, TIPOlogicamente parecida, mas pensada para pessoas “não-tipo”: um verdadeiro território de sensibilidades.

O PROBLEMA

O projeto tem como premissa o questionamento sobre a rigidez construtiva, a incapacidade de adaptabilidade das unidades e a empobrecida produção habitacional no Brasil, frente à gama de soluções, materiais e tecnologias oferecidas pelo mercado atualmente. Além disso, apesar das mudanças dos grupos familiares e de seu cotidino ao longo do tempo, a  habitação permanece imutável e sem capacidade de adaptação frente às necessidades específicas do usuário.
Deste modo, o projeto constitui-se de um conjunto horizontal, com unidades residenciais unifamiliares, que apesar de geminadas possuem capacidade de expansão na apropriação do terreno e reconfiguração em mais de sua área existente. A localização do projeto no Recreio dos Bandeirantes, baseia-se no crescente mercado imobiliário neste bairro e a ausência de flexibilidade nas habitações construídas.

UM RESUMO DAS ESTRATÉGIAS PROJETUAIS

Diminuição do espaço residual, desintegrado e sem uso através de uma planta livre. Com um planejamento integrado cada espaço dialoga diretamente com o outro, evitando perdas de espaço.

Paredes móveis – Painéis configuram cômodos expansíveis, segundo as medidas modulares 3×3 (9m2), 3×6 (12m2), 3×9 (27m2) e 3×12 (36m2).
A planta – Uma planta simples integra os ambientes, não condiciona a ocupação do espaço e facilita a construção e operacionalidade dos elementos pelos futuros moradores.
Remoção dos compartimentos menos usuais – Um cômodo como sala de jantar é diariamente necessário, se você apenas a utiliza nos finais de semana? E uma varanda em dias de chuva ou inverno?  E os espaços perdidos sob a escada ou em circulações?
Incorporação de armários planejados – Considera as versatilidade dos móveis para o aproveitamento de espaço, para potencializar usos e aumentar a possibilidade de armazenamento.
Use os espaços ao ar livre para expandir as áreas de convívio – Varandas, decks, recantos, janelas que se abrem e novas coberturas ampliam o diálogo interior X exterior.
Núcleo funcional – Um núcleo funcional concentra as ventilações internas, a maior carga estrutural, instalações hidráulicas e elétricas, dentre outras qualidades.
A cozinhas funcionais – Pequenas cozinhas versáteis podem se camuflar como móveis da unidade ou descompactadas e integrada ou ainda isoladas em determinadas horas do dia para cumprir a sua função.
Os jardins com vida – os espaços de expansão – As áreas coletivas nestes conjuntos são geralmente zonas mortas onde predomina o paisagismo que não integra as unidades, nem os edifícios. Os jardins de cada unidade são zonas de expansão e abertura para o exterior, sendo integrados à residência sem reduzir a privacidade dos moradores.
O veículo e a Garagem – O processo de chegar em casa ou sair é feito normalmente através do carro. E a conexão entre o veículo e a casa, longe do atual, deve ser um espaço menos negligenciado. Normalmente a área de serviços e cozinha, “os fundos”, adquirem a posição de entrada principal na vida contemporânea.
Uma casa ecologicamente correta – adoção de painéis fotovoltáicos, aproveitamento de águas pluviais, tratamento primário de esgoto no conjunto, coleta seletiva, vasos sanitários com caixas acopladas e vegetação no vazio central para redução da carga térmica sobre a edificação.

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